7 de novembro de 2013

Casa com tijolo a gente ergue. E o amor, como é que faz?

Encontramos-nos na biblioteca em Maio ou Março, não importa. Te encontrei na biblioteca ou você me encontrou lá, tanto faz. O importante era que eu queria um livro de amorzinho e não sabia em qual fileira procurar. Você queria um de aventura e não fazia a mínima ideia se escolhia o "O Ladrão de Raios" ou "A Bússola Dourada". Você era daqueles moleques extremamente críticos e pelo que me parecia, desculpe-me pelo julgamento, meio modesto demais. As aparências enganam, claro que sim, mas a primeira impressão é a que fica. O mais interessante é que isso foi totalmente diferente com você.
Bom, cheguei na ingenuidade e opinei pelo "O Ladrão de Raios" e acrescentei que o filme era excelente, mas não tão bom quanto o livro. Você simplesmente disse que era o que fazia naquela biblioteca do bairro Alagoas: procurava-se livros para serem comparados com os filmes. Intriguei-me quando saiu pela sua boca que você sempre prefere os filmes. De qualquer forma, deixei isso de lado e perguntei em qual prateleira eu poderia encontrar um livro de romance que não fosse tão cliché.
Você gostava de videogames e de jogos de lutinha. Eu gostava de pintar a unha e de fazer compras.
Discutimos sobre filmes e livros e descobrimos o tanto que a gente se sabe. O tanto que a gente se entende. Perguntei como você ia e, nisso, deixei minha vida passar. Você disse que andava sem saber andar e eu disse que eu remava sem saber remar. E por mais que fôssemos Eduardo e Mônica, nós dois amávamos sem saber amar. 
Uma hora, duas horas. Três horas e a biblioteca fechou. Convidou-me para tomar um sorvete em uma sorveteria a uns dois quarteirões dali.
Uma dia, dois dias. Três dias e o amor só aumentou.
Passei no seu apartamento número 201 só pra dizer um oi, mas fiquei o dia todo. Resmunguei que a minha vida não ia como eu queria e você disse que construímos nossa vida com o que a gente tem e por mais que queiramos mais, a gente só tem a gente. E pensei que apesar de estar procurando livros naquela biblioteca, eu encontrei algo bem melhor.
E foi assim que aconteceu. Eu criei minha vida só com a gente assim como eu te encontrei sem te procurar e você me achou sem querer me achar.
Encontramos-nos naquela biblioteca em Maio ou Março, não importa. Só sei que é Dezembro e o amor ainda não passou. Por mais errôneo que a gente ame, amamos. Por mais em zig-zag que a gente ande, andamos. E independente de remarmos em círculos, porque não sabemos remar, remamos. 
Que seja cliché, então, tanto faz. O importante é que o amor é a gente quem faz.

3 de novembro de 2013

Quem sabe a felicidade goste um pouco de café

Passei pela porta de trás da casa da avenida 7. Não que eu não queria ser vista, nem nada, mas é que eu queria quebrar minha rotina. Entrar, cumprimentar o porteiro, guardar o carro, pegar as chaves, subir as escadas, abrir a porta, trancar a porta, fazer café. Nem gosto de café, mas tenho essa mania de fazer caso houver alguma visita ou algo do tipo. O único problema - e o qual eu nunca parei para pensar - é que ninguém nunca vem me visitar. Nunca. Nunquinha.
Posso parecer estúpida, mas pensei, de verdade, que se eu chegasse a pé, passasse sem que o porteiro me visse, subisse pelo elevador, deixasse a porta do apartamento aberto, que se eu entrasse pela porta de trás e não fizesse café, minha rotina poderia ser diferente. Talvez alguém que não goste de cafeína me visitaria e perguntaria como andam as coisas e até me convidaria para comer algo no barzinho do Seu Gordo ali da esquina da avenida 7. Talvez eu recebesse uma visita de um velho e bom amigo que me perguntaria se eu lembro de algo que aconteceu na tarde fria de uma quinta-feira do ano de 1900 e bolinhas e que pudéssemos rir e rir dos casos mais antigos. Talvez, só talvez, eu poderia receber uma encomenda de uma amiga que se mudou do país há um tempo atrás ou até uma carta de um amigo que foi fazer um curso de inglês no Texas. Seria bom receber uma visita. Poderia ser uma daquelas inesperadas, sem aviso prévio, sem desculpas esfarrapadas. Uma visita do tipo "oi, tudo bem? Passei só pra saber como você tá". Eu passaria a chamar minha rotina de vida e não mais de rotina. Mas o problema é que eu não recebo visitas. Eu simplesmente chego, cumprimento o porteiro, guardo o carro, pego as chaves, subo as escadas, abro a porta, tranco a porta e faço café. Seria tão bom se alguém me visitasse. Melhor ainda se alguém pudesse quebrar a minha rotina sem eu precisar deixar a porta aberta, entrar a pé, ignorar o porteiro ou coisa do tipo ou muito menos deixar de fazer café. Seria melhor ainda se você me visitasse. Talvez o amor tá batendo na minha porta querendo entrar e eu tô aqui reclamando de visita nenhuma. Talvez minha visita está esperando que eu a visite, e eu tô aqui reclamando do meu café mal preparado. Talvez você esteja na porta com um buquê de flores e eu tô aqui reclamando dessa monotonia. Talvez, só talvez, minha rotina possa ser quebrada por você. Talvez você veio fazer isso, mas eu tô aqui reclamando desse maldito dia-a-dia. E, ó, me desculpe, mas eu vou ali ver se tem alguém na porta. Talvez a felicidade adoraria uma xícara de café.

14 de outubro de 2013

Alma lavada

E ela queria desistir daquilo tudo. Da vida, se possível. Tudo corria bem e depois tudo desmoronou. “Por quê, meu Deus?” Ela não entendia o que estava acontecendo. Queria despir-se de sua própria alma e guardar no fundo do guarda-roupa. Guarda-alma, nomeava. Seria mais fácil guardar aquela dor. Dor em demasia. E a Margarida queria crescer, ser, viver. Mas moça, é assim mesmo. No outono as flores caem, mas na primavera elas voltam a crescer.
Não desista, moça, menina, flor.
“É assim mesmo”, repetia. “É viver ou viver.”
E ela revirou o olhar. Levou pra lavar. Lavanderia. Lava-alma, nomeava. E vestiu sua alma renovada e disse: “Melhor alma só lavada que alma desamada” e pôs-se a seguir quase transbordando. Transbordando de uma dor chamada amor. Dor boa. Paradoxo.
“E vai assim mesmo, moça, menina, flor?” E claro que ia, até porque alguém um dia disse: “Melhor alma só lavada que alma desamada."

10 de outubro de 2013

Pô Morena, minha rotina virou saudade

Virei a noite com café puro e alguns livros de ficção científica. Reli um daqueles romances clichês e adormeci na rede. Acordei por volta de 7:50 da manhã e me senti o máximo por ter acordado tão cedo sem despertador. Assisti um pedaço do jornal matinal e fui na portaria do prédio pegar o jornal jogado na grama molhada pelo entregador. Subi as escadas em movimento retardado. Abri a porta depois de ter demorado uns cinco minutos procurando a chave certa, e entrei. Li a manchete do jornal que dizia: "Psicólogos demostram o que pode fazer o seu dia mais feliz" e foi aí que eu parei e pensei: "Poxa, você faria o meu dia mais feliz".
Larguei o jornal em cima da mesa da cozinha com o café ao lado e liguei o rádio. Começou a tocar "Stop This Train" do John Mayer e eu disse bem baixinho: "Essa música sempre me lembrou você". Peguei uma toalha seca do varal improvisado e tomei um banho. Fiz a barba, escovei os dentes, arrumei o cabelo. Passei um perfume que você tinha me dado de presente e coloquei uma bermuda. Calcei. Peguei uma das melhores camisetas e vesti. Fechei o zíper. Olhei no espelho e me senti incompleto. Peguei um livro já lido e coloquei na mochila pra servir de companhia. Procurei pelas chaves, já que sou ótimo em perder as coisas. Já até perdi você, não é? Tranquei o apartamento e desci. Passei pela nossa loja de brinquedos preferida e lembrei de você. Fui ao trabalho e em cima da escrivaninha tinha uns papéis do chefe, uns papéis de bala e chiclete e uma foto nossa e, olha, lembrei de você. Umas 17:45, mais ou menos, fui para o ponto de ônibus e senti uma falta da sua mão na minha enquanto a gente esperava o 2b chegar pra gente ir juntos pra casa. Nossa casa. Sentei na calçada pra esperar e vi um casal de adolescentes de uns 17 anos passando e lembrei de mim e de você. O ônibus chegou. Sentei em uma das cadeiras do fundo e peguei o livro que eu havia levado. Lembrei de você reclamando do fato de eu ficar lendo livro dentro do ônibus e sorri. Cheguei umas 18:40 e subi as escadas. Tropecei e me lembrei de você. Levei uns 3 minutos para achar a chave como sempre, e abri a porta. Um dia eu ainda aprendo. Coloquei o livro de volta à pratilheira e peguei papel e caneta. Fiz uma xícara de café, mas acabei bebendo saudade. Nossa, pequena, bebi saudade a semana inteira e que Deus me perdoe, mas que sentimento filho da puta, viu? Pura saudade sua. Mais pura que café sem açúcar. "Engraçado o fato disso tudo me lembrar você", pensei. Peguei a toalha ainda molhada que usara de manhã, tomei um banho e então pensei: "Normalmente eu tomava banho com você". Vesti uma roupa qualquer. Peguei a coberta e fiquei no sofá da sala. Lembrei de você. Lembrei de quando a gente sentava nele e ficava contando histórias. E então eu disse: "Ah, morena, você é pura saudade" e adormeci. Bem naquele sofá da sala de estar. E por dias e mais dias eu murmurava: "Pô Morena, por sua causa minha rotina virou saudade. Saudade de você."

3 de maio de 2013

Blog da Semana: "O Fantástico Mundo de Jess"

Oi galerinha! Que saudade daqui haha
Vim falar de um blog super fofo chamado "O Fantástico Mundo de Jess"!


O blog nasceu em 2012, para ser mais exata no dia 4 de julho. Criado por mim, Jess Vieira. A ideia de inicio era ter um espaço onde eu pudesse compartilhar com minhas amigas algumas nail arts e tutorias, pois elas sempre me pediam dicas e ajuda para fazer algo relacionado ao assunto. Até que senti a necessidade de compartilhar outros interesses e assim levo ele até hoje.O blog é um espaço pessoal, onde falo coisas sobre o meu dia a dia e dou dicas de diversos assuntos.Atualmente o blog conta com alguns colaboradores (você pode conhece-los clicando aqui) devido ao crescimento do mesmo.Bom, espero que você goste do conteúdo encontrado aqui e que volte sempre.caso queira deixar alguma sugestão de postagem clique aqui, para demais assuntos entre em contato.

O nome da dona do blog é Jess Vieira (gente, que lindo esse nome <3) e ela tem um dom de fazer nail arts, uma mais perfeita que a outra haha, sério. Ela tem 22 anos, é vegetariana e casada. Ama gatos, fotografia, dias frios, esmaltes e Katy Perry.
Andei stalkeando ela no instagram haha (desculpa Jess) e vi que ela adora filmes e séries (amor à primeira vista) e quem diria que New Girl é (ou pelo menos parece) uma das suas séries preferidas?
Enfim, eu recomendo muito o blog, porque além de ser lindo e fofo, tem muito conteúdo! Um amor haha

Então, é isso! Até a próxima!

2 de setembro de 2012

5 filmes para assistir com a família

Skate <3
Me afastei um "pouco" do blog, porque precisa me concentrar na escola por pelo menos um mês e também não adiantava chegar aqui e postar blá blá desnecessário, sendo que eu não tinha o que postar. Enfim, voltei, mas não garanto que vou estar aqui com frequência, pois ainda é semana de prova bimestral e trabalhos finais, então... já sabem.
Precisava avisar vocês que eu não morri e que ainda pretendo continuar com o blog, ok? haha

Agora, vamos à postagem:

12 de agosto de 2012

Dia dos Pais: #10FatosSobreMeuPai

http://idroppedmytaco.blogspot.com.br/2011/08/feliz-dia-dos-pais.html
Ontem, como sou boa de memória, esqueci que era o dia do Estudante e nem desejei um "feliz seu dia" pra vocês, me desculpem. Mas, hoje eu lembrei que é Dia dos Pais! E então, para fazer diferente, resolvi pegar a tag "#10FatosSobreMeuPai" do twitter e fazer ela virar um meme ou ago do tipo haha.
Ah! Fiquem à vontade para fazerem isso também, se alguém querer. É só creditar e se quiser comentar pra eu poder ler o seu também, ok? u.u
1. O "Vou parar de beber" do meu pai, provavelmente nunca será verdade.
2. Ele não aceita tá errado haha
3. Ele não sabe a data do meu aniversário.
4. Nem a dos meus irmãos.
5. Insiste em cumprimentar os outros, tipo: "E aí, cara?" "Qual é a boa, doido?" "Flw irmão"
6. Meu pai é igualzinho ao Wolverine kaka (Gente, sério, ele era muito igual, só que ele engordou e agora não tá parecendo tanto rs)
7. Ele cozinha muito bem :D
8. Adora dormir. Demais.
9. Curte um forrózinho atual u.u
10. Tem uma filha que o ama muito.

E é isso!
Também trouxe uma música para vocês ouvirem em homenagem aos nossos pais: